Acabo de voltar de mais uma daquelas lamentáveis festas de 15 anos. Não foi no estilo formal, com um gran-buffet, num salão alugado e 15 casaisinhos debutantes.
Aconteceu na, longe pra caralho, casa da minha estimada prima Júlia, mãe da aniversáriante, a tal Bia. Bia essa, coisa mais linda, daqui a um tempo vai dar um pouco de trabalho . Aliás, o espaço estava lotado de menininhas aspirantes a mulherões.
Voltando, gostaria de saber o que se passa na cabeça da garota no momento em que decide fazer uma festa dessa... egotrip nervosa!
Querer ser o centro das atenções aos 15 anos... Esse é o período de transição entre as épocas das fases criança chata, pré-adolescente esquisita e mocinha sedenta por novidades reais e inevitáveis do desabrochar.
Engraçado foi quando rolou o telão com as fotografias da história de Bia. Toda a galera se reuniu em frente à apresentação. No começo me emocionei, as fotos ao som de "Noverber Rain" do Guns, bem alto. Até aí beleza! Foi quando cortaram a parte do solo, que diga-se de passagem é uma das passagens mais maravilhosas e tocantes que já existiu dentro do breve rock and roll... bem, epois diss a linha do gráfico caiu. O slide-show de Bia não terminava nunca, o people já impaciente, inúmeras fotos, marasmo, todos as outras 14 velhinhas apagadas pela moça retratadas na grande tela. Festas como essas são a prova viva do mito de Narcíso.
O que realmente conta é que fiquei deslocadasso, desambientado. Existia uma mestiça linda, até me deu umas olhadelas, porém a presença dos meus pais no pico inibiram o galã aqui. Ao lado dela tinha uma coroa japa que ganhou a cena, e começou a me olhar também, com cara de: gostei de você, fica com minha filha não, ela não sabe nada do que posso te ensinar nessa noite,
As picadas de mosquito que levei gritaram em meus braços com o longo arrepio que senti.
Pra resumir, sei que eu gostei muito de ter ido lá, sim. Revi parentes, conheci novos primos (e priminhas) e bebi muito refri. Se um dia os envolvidos desse 9 de fevereiro de 2008 lerem esse post, saibam que essa braveza toda é destinada às festinhas debutantes, que proporcionam um pouco da chamada "vergonha alheia"
Na verdade, hoje o dia foi dos melhores... comprei meu carro, estou feliz.
Au revoir...
sábado, 9 de fevereiro de 2008
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